16/05/2024 17:11 | Direitos HumanosDesenvolvimento Social

Socioeducandos realizam exame admissional para trabalhar como jovens aprendizes

Cerca de 80% dos socioeducandos de Alagoas já foram contratados como jovens aprendizes ou beneficiados com cursos profissionalizantes


Jovem realizaram exame admissional para trabalhar como jovens aprendizes da empresa Albuquerque e Bruschi

Everton Dimoni / Ascom Seprev


Everton Dimoni / Ascom Seprev

Adolescentes que cumprem medidas socioeducativas em unidades de internação de Alagoas deram um passo importante em direção à reinserção social e profissional. Eles realizaram, nesta quinta-feira (16), o exame admissional para trabalhar como jovens aprendizes da empresa de Segurança Patrimonial Albuquerque e Bruschi, com carteira assinada e direitos trabalhistas garantidos.

 

A iniciativa, que contemplou 17 adolescentes, é fruto de um esforço conjunto entre a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev), por meio da Superintendência de Medidas Socioeducativas (Sumese), Ministério Público de Alagoas, Ministério Público do Trabalho em Alagoas e Albuquerque e Bruschi, que buscam oferecer oportunidades de trabalho e mudança de vida para jovens em conflito com a lei.

 

Para a adolescente D., de 17 anos, a chance de ingressar no mercado de trabalho representa mais do que uma oportunidade profissional. “Achei que a medida socioeducativa seria o fim para mim, mas vejo que é uma oportunidade. É um recomeço para perseverar na vida”. E acrescenta: “Quando concluir a medida, quero alugar uma casa e esse emprego vai me ajudar a comprar os móveis”, afirmou a adolescente.

 



Reinserção social

 

Em Alagoas, cerca de 80% dos adolescentes em medida socioeducativa já foram contratados por empresas, por meio do Programa Jovem Aprendiz, ou beneficiados com cursos profissionalizantes oferecidos pela Seprev, por meio de contrato com o SENAI e o SENAC. A qualificação profissional e o acesso ao trabalho formal têm se mostrado um instrumento valioso para a redução da reincidência infracional e para a inclusão social deste público.

 

Segundo o superintendente de Medidas Socioeducativas da Seprev, Otávio Rêgo, a iniciativa é uma resposta direta às necessidades de inclusão social e laboral dos socioeducandos, oportunizando uma segunda chance para a construção de um futuro mais promissor.

 

“Enquanto gestão estadual, estamos comprometidos em fornecer aos nossos adolescentes todas as ferramentas necessárias para que eles possam ser reinseridos na sociedade de maneira digna e produtiva. O programa Jovem Aprendiz é também uma oportunidade para que eles demonstrem seu potencial e possam mudar suas trajetórias de vida”, afirmou o Otávio Rêgo.