25/03/2022 14:41 | Segurança

Simulação de assalto à instituições financeiras mobiliza mais de 200 integrantes das forças policiais no Agreste

Ascom SSP


Paula Berle

Cidades tomadas por criminosos armados, explosões, tiros e vítimas transportadas sobre capôs de carros. Todas essas cenas, comuns durante assaltos à instituições financeiras, fizeram parte da simulação do Plano de Defesa realizado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas (SSP), nos municípios de Arapiraca e Palmeira dos Índios, durante a madrugada desta sexta-feira (25). 

Na ação, que durou cerca de 3 horas e reuniu mais de 200 policiais militares e civis, peritos e bombeiros militares, a população das cidades pôde acompanhar cenas dignas de filmes de ação. No roteiro da simulação, baseada na atuação criminosa conhecida como “Novo Cangaço”, os bandidos simularam um ataque, por volta das 22h, na Caixa Econômica Federal, localizada na R. Major Cícero de Góis Monteiro, no centro Palmeira dos Índios. 

Após esse primeiro atentado, realizado para tentar atrair a atenção das forças de segurança que atuam na região, o bando seguiu para a Caixa Econômica Federal da Avenida Rio Branco, em frente a Praça Marques da Silva, em Arapiraca. 

Na cidade, os criminosos fortemente armados colocaram em prática as táticas adotadas no domínio de cidades. Ao mesmo tempo, as forças de segurança aplicavam a metodologia de atuação prevista no Plano de Defesa, desenvolvido durante o  2° Simpósio Técnico para Análise de Cenários.

A simulação teve continuidade com a chegada do esquadrão antibombas, do BOPE, e do Instituto de Criminalística, da Perícia Oficial de Alagoas. Neste momento, as equipes recolheram vestígios e outras informações necessárias para auxiliar nas investigações. Os militares do BOPE simularam a desativação do artefato explosivo que foi deixado dentro da agência pelos criminosos. 

O simulado prosseguiu com a fuga dos assaltantes, que levaram reféns. O exercício  teve outro ponto alto durante a interceptação dos criminosos em uma estrada vicinal na zona rural de Arapiraca, onde o Centro de Gerenciamento de Crises, com apoio de equipes do Tático Integrado de Grupos de Resgates Especiais (TIGRE), da Polícia Civil, e do BOPE, negociou a liberação dos reféns e a prisão dos assaltantes. 

Segundo o Capitão Diego, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), instrutores da Polícia Militar do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e da Polícia Federal vieram trazer a experiência vivida em seus estados e explicou que esse tipo de treinamento, inédito em Alagoas, é essencial na manutenção da segurança da população. 

“Essa é uma forma de mostrar que a Segurança Pública do Estado de Alagoas está preparada para lidar com eventos como esse, de maior complexidade, que envolve a vida de inocentes e o bem estar da população. Através desse plano de defesa, as equipes conseguem dar uma resposta satisfatória contra esse tipo de ação, visando a manutenção da vida e a integridade das pessoas e dos bens”, explicou. 

A presença dos moradores na cidade em frente às agências, acompanhando cada etapa, também marcou o treinamento. Joelma Santos, moradora de Arapiraca, disse que, assim que soube da simulação, reuniu as amigas para assistir os policiais em ação. “A gente ficou curiosa para saber o que acontece nesse tipo de situação e poder ver de perto é muito bom. Acredito que esse plano é de grande proveito para a segurança da nossa população”, disse.

Estiveram envolvidos na execução do Plano de Defesa a SSP, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o 3º e o 10° Batalhão da Polícia Militar, a Divisão Especial de Investigações e Capturas (DEIC), da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, o Instituto de Criminalística, da Perícia Oficial, o Grupamento Aéreo, a Polícia Federal, instituições bancárias, de transporte de valores e a sociedade civil em geral.

Para o secretário de Segurança Pública, Elias Oliveira, essa articulação mostra o comprometimento do estado em coibir a criminalidade em todos os graus de complexidade “ Nós preparamos os policiais dessa área para esse enfrentamento e, após a execução do simulado, poderemos fazer uma avaliação desta pronta resposta, que poderá ser aplicada em diversos tipo articulações criminosas”, esclareceu.